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Postada em 03/11/2008
 
Redações Nota 10!


*Texto 1
Vivemos em um mundo de almas ou de cifras?


Estamos presenciando um mundo globalizado, em um sistema planetário tecnológico tomado e dominado pelo sistema capitalista, ao passo que dinheiro vem a ser sinônimo de felicidade. Mas nada adianta obtermos o titulo de universo desenvolvido, sendo que, nesse aspecto, a mínima quantia de dólar, que seja, chega a valer milhares de vidas. Devido a fatores históricos, podemos comprovar que o dinheiro foi inventado com o intuito de estabelecer melhores condições de troca, trazendo mais conforto e diminuindo o excesso de produtos não utilizados, porem isso não corresponde à realidade.

Infelizmente, estamos vivenciando uma geração em que um pedaço de papel escrito real, dólar, peso, ien ou então euro, equivale a conforto, alegria, prazer, sorriso, e ao mesmo tempo, nesse nosso mesmo mundo, esse mesmo pedaço de papel corresponde a um sistema totalmente antagônico: morte, ciúme e mal-estar, por exemplo. Se de um lado o dinheiro favorece, de outro ele traz desfavoráveis pontos negativos, isso deve-se ao fato de que, por serem muitos ambiciosos, os humanos não buscam a felicidade com o auxilio do dinheiro, mas acham que a felicidade é o próprio dinheiro.

É claro que ser possuidor de um grande capital, é totalmente positivo quando comparado ao sistema em que vivemos; mas é lógico que, quando falamos em felicidade, não incluímos o fator poder aquisitivo, provando que as pessoas mais felizes não são, necessariamente, as mais ricas.

Mesmo havendo contradições, essa riqueza material pode ser considerada, hoje em dia, um fator importante para a sobrevivência humana, colocando em vista que a palavra importância vem a ser divergente da palavra necessidade, e para se tornar um sobrevivente no meio a tantas máquinas, é preciso comprar e não mais conquistar, como nos tempos antigos. E como disse o autor Luiz Alfredo Garcia Roza: "de que adianta construir belíssimos arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles:", basta olhar ao redor e verificar que as belas imagens estão sendo substituídas por cifras.

Irving Spinelli Malagutti


*Texto 2
A escola e a vida – O que é importante aprender.


É extremamente comum ver crianças "obrigadas" a estudar o que detestam. A educação deveria ser prazerosa e introduzida como algo que ajuda a compreender o que acontece ao redor, mas geralmente, a forma como é imposta (obrigação) gera uma falsa imagem sobre o ensino. Para que grande parte das pessoas aproveitasse o conhecimento oferecido, deveriam ser estimuladas, para que assim desenvolvessem o interesse natural sobre assuntos pertinentes e a capacidade de optar por um aprofundamento nos campos de interesse.

O ensino, primeiramente, deve ser algo que seja útil para a vida, e não um encargo. O ensino básico deveria apresentar coisas mais simples e necessárias para que o indivíduo entenda e posicione-se em relação ao mundo, e que a seguir tenha certa liberdade para aperfeiçoar esse conhecimento de acordo com os interesses pessoais e até mesmo com o decorrer da vida.

"Educar" uma pessoa é torná-la apta a entender o mundo em que vive para que assim possa tirar conclusões próprias e se situar de acordo. Uma pessoa educada corretamente não é aquela que decora nomes de reis e presidentes sem associar o devido sentido, mas sim aquela que entende o contexto histórico e é capaz de compreender o presente e possibilitar um futuro melhor. Quando algo é decorado poder ser lembrado algumas vezes, mas logo perde o significado, quando aprende-se algo é fácil recordar e associar ao cotidiano. Como cita Fernando Sabino: "O que é recordado fica, o que é lembrado também é esquecido".

O educador deveria ter mais liberdade para dar as condições necessárias para o crescimento pessoal e não simplesmente preparar para enfrentar provas, mas para enfrentar, principalmente, a vida. Assim como o profissional deveria ter mais liberdade para transmitir o conhecimento que classifica como essencial, o aprendiz deveria ter mais liberdade para decidir quais são suas áreas de interesse.

Portanto, não há dúvida sobre a importância da educação na formação de cidadãos e a preparação desses para enfrentar o mundo, com liberdade para escolher, conscientemente, o rumo desejado e aprender intensamente o que realmente aprecia.

Carolina Ribeiro Simon


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